A metastização e a resistência a fármacos são dois dos principais inimigos da sobrevivência ao cancro da mama. As metástases são mesmo a principal causa de morte no cancro da mama. Segundo estatísticas do Instituto Nacional de Cancro norte-americano, mais de 98 por cento dos doentes com cancro da mama sem metástases estão vivos cinco anos após o diagnóstico, algo que só se verifica em 27,1 por cento dos casos onde foram detectadas metástases.
Após três anos de trabalho e recorrendo a novas estratégias de investigação assentes em modelos informáticos, a equipa de investigadores percebeu que os doentes de cancro da mama mais agressivos e com metastases tinham várias cópias do methaderina. Em 30 a 40 por cento dos casos analisados o gene estava expresso de forma anormal.
O artigo que faz a associação do MTDH com o cancro da mama foi publicado na Cancer Cell de Janeiro. Alguns estudos anteriores tinham já encontrado ligações importantes entre alterações genéticas e a disseminação de um tumor mas, desta vez, a descoberta tem um maior alcance. É que não só este gene tem um “duplo efeito” dado que a sua amplificação se traduz na metastização e na resistência a quimioterapia, como, por outro lado, os investigadores conseguiram perceber como tudo isto se processa. Algo fundamental para saber como desenhar novas estratégias de luta. Aliás, segundo revelou ao PÚBLICO Yibin Kang, o investigador principal deste trabalho, o “ataque” já está a ser planeado com algumas empresas farmacêuticas.

Fonte:Publico.pt
Sem comentários:
Enviar um comentário